Nada mais pode me produzir tanto sentido que a aromessência! Uma palavra que sequer existe, mas que é dotada de um imenso significado em minha vida.
Moléculas químicas do ar que penetram em nosso sistema olfativo, responsável pela detecção e interpretação de odores. Nele, são captadas partículas que interagem diretamente com os neurônios. E é aí que o bicho pega!
Aroma, essência, perfume ou fragrância. Não existe nada mais significativo que o cheiro. Cheiro de pessoas, de comida, de flores, de terra molhada, de bebês, de maresia, de café, de canela que atrai positividade, de nosso perfume preferido, cheiro de amor, ou seja, cheiros de vida. O cheiro também é algo polarizador. Cheiro bom e cheiro ruim. Aproxima ou afasta e traz boas ou péssimas sensações. Sobre os ruins nem vou falar. E tem até o cheiro de confusão!
O cheiro de vida me encanta, seduz e fascina. Está diretamente ligado ao sentir, ao querer e ao amor. O cheiro influencia o humor e despertam memórias intensas, pois o sistema olfativo é um dos sentidos mais primitivos e está intimamente ligado à regulação de reações físicas e emocionais.
Sentir o cheiro de alguém que gostamos é algo indescritível. É pura química e altera o comportamento de nossos animais internos. Aproxima e faz o sentir profundo. O querer mais. O estar perto. A voracidade de atingir o alto nas percepções e estímulos mais primitivos e potentes de quem sabe o que é sentir alguém. E quando a vida nos priva disso, ele fica guardado na memória, como se caísse num esquecimento fútil, que ao voltarmos a senti-lo, provoca lindas reminiscências.
“Que estejamos atentos aos que decidem viver e eternizar a nossa aromessência”.

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