Lembro bem do dia em que esta folha surgiu aos meus pés.
Como se uma mensagem pedisse para eu registrar o momento.
Era apenas uma linda folhinha quase que seca em sua totalidade, mas ainda com perceptíveis resquícios de vida.
Ela surgiu na beira do mar, distante de qualquer árvore.
Parecia ter vindo de longe, com a correnteza, que leva e traz, como o fluxo da vida.
Linda folha, que mesmo seguindo adiante e quase por completo sem vida, carregava pontos de esperança.
Hoje, observando a fotografia, percebo que esta folha me faz acreditar, mesmo que a caminhada possa parecer árida, existe algo ainda.
Lembro bem desse lindo dia...
Texto e foto: Rafael Cabeleira
